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Storytelling: o que é e como utilizá-lo?

Storytelling: o que é e como utilizá-lo?

Neste texto nós vamos aprender um pouco mais sobre Storytelling. Vamos lá?

Você detém uma ótima ideia, capaz de imprimir com exatidão o conceito de seu produto. Essa autoria é tão relevante que deve ser contada, alcançar o público-alvo. Mais do que isso, obter a aceitação da persona. Tal pensamento, ou ideia, borbulha na sua mente, parece brilhante, empolga. Contudo, ainda é uma persuasão que não ultrapassou a fronteira da fantasia. Resume-se apenas numa imagem projetada pela mente, insistente, e que necessita de adaptação, da conversão em palavras.

O tempo passa e a convicção que você carrega continua a martelar em seus pensamentos, persiste, aguçando seu imaginário. Você sabe o quanto tudo isso é capaz de cativar o seu público, inclusive induzindo-o a comprar seu produto. Há a certeza disso e ela é plena. Porém, transmitir todo o conceito via palavras requer o domínio delas. Ou todo o engajamento via publicidade ora vislumbrada pode resultar na nulidade.

Pois bem: é chegado o momento de esmiuçar tal ideia. Faz-se necessária sua transcrição para o papel. Eis que surge a dúvida cruel: como agir para que tal história seja edificada em frases precisas, marcantes e de acordo com o que foi projetada pela sua mente?

Nos diversos setores da Escrita Criativa há uma afirmativa interessante que diz: “muito mais importante do que escrever é COMO ESCREVER”. A frase aponta que é preciso ir além do português claro, ultrapassar o campo da objetividade. Ou seja, o conteúdo precisa ser cativante, ele necessita de um diferencial. Caso contrário, o engajamento pode ir pelo ralo. E, com isso, a audiência da história ora contada provavelmente será pequena. Tão ínfima que grande parte da sua persona nem saberá que seu produto existe ou mesmo seja capaz de gerar bons efeitos.

Ruim, né? Nem tanto, pois há como sanar essas lacunas.

Dentre algumas técnicas de escrita que estreitam a relação entre produto e cliente, a Storytelling com certeza é uma das mais precisas. Adequa-se de forma tão fácil a qualquer tema que os resultados são motivadores. Mas, o que significa tal palavra?

 

Storytelling: o que é?

O termo em inglês esboça com clareza a força da própria palavra. ‘Story’ é o mesmo que ‘história’, e ‘telling’ significa ‘contando’. Ou seja, é a arte de narrar boas histórias utilizando-se de artifícios que conduzem a proposta do texto diretamente ao leitor cativo e de forma memorável. Quem o lê se identifica com ele.

Storytelling é a capacidade de, através de textos, gerar mensagens e motivar gatilhos mentais, alavancando as vendas. Mas tudo de maneira indireta, subjetiva. Há de se ter cuidado na hora de ‘contar uma boa história’.

 

A importância de se narrar uma história inesquecível

Cada ser carrega dentro de si a individualidade. E todo sentimento transportado constitui-se numa particularidade única, ou seja, é também algo muito pessoal.

Eventos que aguçam essa presença (sentimento) necessitam de uma ação consistente, forte. É que tais episódios precisam ser inesquecíveis e elevados à satisfação.

Ao narrar uma história no intuito de gerar um gatilho mental no consumidor, necessita-se da garantia de que ela seja única. A individualidade também requer seu espaço. Não importa se o tema esteja saturado ou se o assunto imprime simplicidade, o ponto de vista dessa narrativa deve se resumir à singularidade.

Diante do material produzido, gera-se a necessidade da condução do leitor a uma aventura.  A narrativa tem que motivar a identificação do público com o produto ou serviço apresentado. Como fazer?

 

Maneiras de se utilizar a Storytelling

Comunicação: uma das primeiras dádivas de todos os seres

A comunicação entre os seres vem sendo feita desde os princípios da história da humanidade. Seja pela arte rupestre (aquela dos tempos das cavernas) ou mesmo pela linguagem dos sinais ou verbais (tão utilizadas nos dias de hoje), os indivíduos sempre se entenderam ou se desentenderam através dessas ações e diálogos.

A progressão da linguagem é constante. Evolui-se a cada momento, como qualquer outra situação na vida. E isso nos traz a capacidade de moldar as circunstâncias, inclusive na escrita, e por que não na criativa. Contar o que se vê, ou se imagina, é algo que ganha status de protagonismo quando o resultado é alcançado. Você alcança o que há de mais íntimo na outra pessoa. Seu produto ou serviço vira o protagonista de uma história. A compensação é a reciprocidade por parte do consumidor.

 

Storytelling: está em todos os lugares

Seja na embalagem de um produto, no cardápio de um restaurante, num texto que conte a história de uma marca, num vídeo de persuasão, definitivamente não há como escapar da Storytelling. As marcas têm assinalado presença na mente do consumidor. Convencer é preciso e empreender requer domínio do assunto.

Storytelling veio para ficar. Sua aplicação, quando bem atribuída, traz resultados impressionantes. Quando se tem em mãos um produto eficiente, as chances de vê-lo permanecer no mercado são grandes.

 

Elementos condutores de uma Storytelling

Quatro elementos específicos tornam-se pivôs na condução de uma boa Storytelling. São eles: personagem, ambiente, conflito e mensagem. Bem costurados, e marcados por ganchos (conflitos), direciona-se, através deles, a ideia principal. Tendo um bom início, um meio empolgante e um final marcante, alcança-se o objetivo.

Parece difícil? Nada é complicado quando se aplica ao exercício da escrita a boa curiosidade, a insistência, a técnica e a absorção do conhecimento adquirido. Se histórias despertam emoções no leitor, primeiramente elas precisam acordar tais sentimentos no condutor de quem as narra, ou seja, em você.

Se o narrador identifica-se com a trama, automaticamente isso será repassado ao leitor. Essa pessoa, que acabou de receber as informações obtidas no texto, poderá inclusive sentir o que vem expondo o (a) personagem. Poderá ainda cursar em sua imaginação cada vereda percorrida por essa figura dramática criada para conduzir a história.

Lembra-se que há pouco mencionamos a questão da arte rupestre? Pois bem, quando uma narrativa está vinculada a algo do passado, fica muito mais fácil de ser transmitida a proposta. Portanto, amarrar o que está sendo contado ao remoto tende a conquistar ainda mais o leitor. O clássico é aconchegante, conforta. Traz a sensação de bem-estar e principalmente de proteção.

Vamos esmiuçar os quatro elementos fundamentais para uma boa Storytelling?

1 – Personagem

A figura dramática é a responsável por atravessar todo texto apresentado. Ela deve percorrer o início, o meio e o fim do que se é narrado. De uma vida comum ao conflito que a levará de encontro com a grande transformação final. É o (a) personagem que conduz, por intermédio de um narrador, toda uma história.

Mais do que um perfil físico, o (a) personagem necessita de uma boa construção psicológica. Quem é essa pessoa? De onde ela veio? Quem são seus pais e quais influências foram herdadas? Se hoje ela é taciturna ou extrovertida, quais foram os motivos que a levaram a tais atitudes? Que idade ela tem e, com isso, quais são seus parâmetros diante da vida?

Personagens bem construídos resultam em histórias bem contadas. Atente-se ao que se é criado. O leitor poderá ou não se identificar com tudo isso, tendo como base os (as) personagens apresentados (as).

2 – Ambiente

Um lugar bem descrito serve de aconchego para o leitor e facilita sua imaginação quando expomos isso no que se é narrado. Contudo, é fato que a descrição deve ir além do simples fato de se apresentar ao consumidor um cenário. A escrita precisa ser clara e objetiva. Portanto, requer atenção redobrada de quem a está desenvolvendo.

A temporalidade é outra questão relevante para uma Storytelling. Inserida num texto, necessita de destaque. Ou seja: em que época é contada a trama? O trajeto do (a) personagem por esse período é contínuo ou descontínuo, ano após ano ou corta-se da sua juventude para sua velhice?

Observação: um ambiente também é o responsável por nos mostrar como tal personagem age e fala, se ele utiliza dialetos específicos, gírias, bordões.

3 – Conflito

Quais são os desafios encontrados no decorrer de uma narração? Como o (a) personagem irá superar todos eles? Quais serão as transformações obtidas, após tais conflitos entrarem na vida do (a) protagonista?

Antes de apontar um desafio, um conflito, você precisa gerar a identificação do que acaba de ser exposto no texto com o público que o lê na sua Storytelling. Desperte interesse já no início de tudo!

Há algo a revelar aqui: são desinteressantes as superações simples, fáceis. Portanto, elabore bem os percalços a serem superados. São as provas mais difíceis que exigirão as transformações necessárias no (a) personagem e, consequentemente, no público.

4 – Mensagem

Antes de tudo, uma mensagem precisa ser entusiasta.  Quando revelamos esse ânimo na história, estamos abrindo as portas do que veio para ficar marcado. Acentuar, assinalar de verdade, tudo isso gera no leitor a lembrança do que foi visto ou lido.

Lembre-se: se há uma mensagem a ser passada, COMO ela é passada torna-se imprescindível.

Ser inesquecível, eis a questão da Storytelling.

 

Storytelling e conteúdo

Sobre como apresentar sua ideia ao futuro consumidor:

Ao apresentar um tema, a utilização de uma história bem contada é a melhor maneira de ilustrarmos a questão.  Você pode apontar algo do passado ou mesmo sugerir uma cena de algo marcante de um produto audiovisual. Tal ponto de partida leva o consumidor a entender melhor do que se trata seu produto.

Mas como transferir isso e tudo que acabei de ler acima para o Marketing de Conteúdo?

Vamos supor que o produto que você soltará no mercado é um xampu. O futuro consumidor deve se identificar com o (a) personagem ora criado (a) no intuito de conduzir a história. Portanto, atente-se à sua persona. Ela é a chave para a composição do (a) protagonista.

Quanto ao conflito a ser apresentado, todo (a) personagem necessita da coragem para enfrentar alguns percalços. A intenção é fazer com que o futuro cliente aprenda mais sobre como utilizar o xampu. Por exemplo: a água quente é relaxante, mas não é tão boa na hora de se molhar ou enxaguar um couro cabeludo. Resultado: enfrenta-se a temperatura, deixando a água morna.

O ambiente aqui é o banheiro. Há a fumaça do chuveiro, ou seja, ao iniciar a história devemos mostrar um lugar aconchegante, quentinho. Por que não um banheiro clássico, que remeta o consumidor a um filme, ou mesmo à sua infância?

Eis que nos deparamos com a mensagem a ser transmitida. O xampu devolveu o brilho aos fios de cabelo do (a) personagem. Houve a transformação tão sonhada. Isso tem que ser esmiuçado numa frase impactante, que vire o slogan da própria marca. O futuro consumidor vai se lembrar disso, pois a mensagem trouxe a resposta que lhe interessava.

Sobre o começo, o meio e o fim nessa bela arte de contar histórias:

Comece sua história gerando afinidade. Faça com que o consumidor se sinta em casa. Apresente algo familiar à sua persona. O primeiro passo deve ser primoroso. Um pequeno equívoco pode gerar desinteresse por parte do cliente. Atente-se!

Para se chegar ao meio de uma história, gere um primeiro gancho, um conflito marcante. Se possível, provoque mais. E não pare por aí. Apresentou o drama ou os dramas? Pois bem: mostre que há solução para isso. Este é o grande ponto de virada. Faça dele um aliado do seu texto.

O desfecho é outro momento que precisa ser inesquecível. A conclusão deve ficar na memória de quem vivenciou a jornada daquele (a) personagem. Os passos desse herói devem servir de pegadas. Verdadeiras marcas que, ao serem vislumbradas do início ao fim, nota-se a formação de um interessante caminho. E por que não ‘inesquecível’?

Sabe aquela história que, ao chegar ao seu derradeiro final, permaneceu por tempos martelando na sua mente? Se você acaba de lembrar de alguma, é porque ela ainda continua lá. Impressionante isso, né?

Conclusão

Agora você entendeu que seu produto veio para permanecer e não só na memória do cliente, mas no seu dia a dia. Também que a arte de se contar uma boa história é algo imprescindível nessa relação entre produto e consumidor.

Sabe quando um produto ou serviço ganha status de amigo do cliente? Então, o Storytelling tem essa capacidade. 

Aproveite também para conhecer um pouco mais sobre o universo dos vídeos de animação em 2D, acessando nosso guia sobre este assunto.

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