fbpx

Pesquisa Video Viewers: brasileiros e a produção de vídeo

Pesquisa Video Viewers: brasileiros e a produção de vídeo

Para entender como está o mercado e, com isso, nortear a produção de vídeo da sua estratégia de conteúdo, nada melhor do que ter acesso à informações sobre o consumo desse formato, não é mesmo?

Essa possibilidade se torna ainda melhor se a pesquisa é focada no público brasileiro, dando um panorama que pode ser utilizado por completo para a sua realidade. Diferente de quando pegamos pesquisas estrangeiras que, mesmo ajudando, precisam ser filtradas para a realidade do nosso público.

Mas dessa vez não será necessário, pois a Google, proprietária do Youtube, se uniu ao Box 182 e ao Instituto Provokers para desenvolver a pesquisa Video Viewers que apresenta, desde 2014, o perfil de consumo de vídeos, tendo dados personalizados aos brasileiros.

Neste post detalhamos todos os pontos abordados pela pesquisa. Ao conhecer as preferências e também as tendências apontadas, a sua estratégia de produção de vídeo pode ser otimizada para gerar mais resultados para a empresa!

Interesse crescente

Assim como já apontamos aqui no blog, o consumo de vídeo está em crescimento em todo o mundo, o que fica reforçado com os dados apresentados a seguir.

Em uma semana, o brasileiro assiste vídeo na internet por, em média, 19 horas. Na primeira edição da pesquisa Video Viewers (2014), esse índice era de 8,1 horas. Ou seja, um crescimento que pode ser considerado exponencial, pois representa um acréscimo de 135%.

Enquanto isso, no mesmo período, o tempo que o espectador nacional passou assistindo televisão mudou de 21,9 horas (2014) para 24,8 horas (2018), atingindo apenas 13% de aumento.

Consumo personalizado

A realidade apontada acima tem muitas explicações. Afinal, o conteúdo na internet é personalizado e acessado por conveniência, quando e onde quiser, além do volume e da diversidade disponíveis e da facilidade de busca superarem as opções de canais abertos e pagos.

Dado o cenário, entre os pesquisados, 80% apontam que buscam na internet conteúdos que não encontram nos canais de televisão. E mesmo os que assistem TV, 74% deles afirmam não ter a pretensão de assinar serviço de canais pagos.

Outro ponto que reforça esta interpretação é que o consumo exclusivo de televisão também está em queda. Apenas 18% dos pesquisados dão exclusividade à TV, um declínio de quase 25% em três anos. Sinal evidente de que a produção de vídeo, assim como o investimento das estratégias das empresas, deve se concentrar cada vez mais na web.

Plataformas de vídeos

A pesquisa também abrangeu as fontes de produção de vídeo mais consumidas e preferidas. Entre as plataformas, o Youtube é, de longe, o preferido dos consumidores brasileiros. O percentual de pessoas que o têm como favorito chega a 44%.

Tal percentual de preferência atingido pelo Youtube é cinco vezes maior do que o da TV aberta (8%) e sete vezes maior do que o das redes sociais. Entre as demais plataformas de interação social pesquisadas estão o WhatsApp (12%), o Facebook (6%) e o Instagram (1%).

Mesmo quando comparada com a segunda colocada entre os veículos preferidos que, no caso, é a empresa de streaming Netflix, a diferença tem grande margem, sendo exatamente o dobro. Os 44% do Youtube contra os 22% da Netflix.

O destaque da plataforma se prova relevante também no percentual de mercado que abrange. No ranking geral, o Youtube, mesmo ocupando o segundo lugar, está a apenas três pontos percentuais abaixo da primeira colocada: a Rede Globo.

O cenário completo segue sequência encabeçada pela Rede Globo, que corresponde a 18% dos vídeos assistidos, enquanto o Youtube chega a 15%, ocupando o segundo lugar, sendo seguido por canais como Sport TV (6%), SBT (6%), Facebook (6%), Band (5%), Record (5%), Netflix (4%), WhatsApp (4%) e outros.

Em linhas gerais, são apontados 18% da Rede Globo, 15% do Youtube, 26% da TV paga (nove canais), 22% da TV aberta (diversos canais), e 20% das plataformas de streaming e redes sociais.

O destaque, sem dúvida, vai para o papel crescente das tecnologias digitais, cujo percentual alcança e, por vezes, ultrapassa os de canais brasileiros tradicionais de produção de vídeo.

Aparelhos para assistir

Já com relação aos aparelhos, 75% dos participantes afirmam utilizar o smartphone para consumir vídeos online. Este tipo de aparelho também é largamente apontado como favorito, pois 43% dos pesquisados têm preferência por ele. Este índice também apresenta crescimento, pois na edição passada (2017) o favoritismo pelo smartphone atingia apenas 22% dos pesquisados.

Já a smart TV é o dispositivo pelo qual 26% dos respondentes mais assistem vídeos online. Em 2017 este percentual era de apenas 10%. Um aumento de 16 pontos percentuais que indicam um resultado 2,6 vezes maior.

A relevância crescente da smart Tv também é apontada por outra perspectiva, o índice de espectadores que têm este tipo de aparelho como o seu preferido. Nesta edição do Video Viewers, 29% dos pesquisados gostam mais da smart Tv do que de outros dispositivos. Este mesmo indicador atingia 13% na edição de 2017 da pesquisa.

Motivações para escolher vídeos

O levantamento, mais do que questões técnicas, também abordou comportamento. Afinal, vídeos podem cumprir diversos objetivos dentro da rotina das pessoas e a edição de 2018 da Video Viewers fez questão de mostrar quais são eles.

Ao todo, foram classificadas quatro razões principais. São elas: entretenimento, conhecimento, conexão e identidade. Cada uma é formada por diversos formatos e estilos de produção de vídeo consumidos pelos espectadores.

Abaixo, nós apresentamos os dados da pesquisa para que você conheça um pouco mais sobre cada um dos grupos, os tipos de produção de vídeo e experiência que proporcionam aos espectadores.

Entretenimento

Entre as motivações, está a procura por Entretenimento, o grupo de maior representatividade entre os 8.000 vídeos de amostragem, com um percentual, de 38,7%, mostrando o desejo das pessoas por se distraírem.

Este grupo quer, principalmente, relaxar (30%), mas também gosta de elevar o astral (4%) e se emocionar (4%). 
Entre os canais mais procurados para satisfazer esse desejo estão a TV Globo (16%), o Youtube (15%), a Netflix (6%) e a HBO (5%).

Vale a pena ressaltar um dado curioso sobre o Youtube. Ele é a plataforma preferida dos brasileiros para ouvir música! Com certeza um dos argumentos que sustentaram a criação do Youtube Music, serviço de streaming que compete com Spotify e Deezer.

E uma informação dessas também lança luz sobre pensar, com carinho, a respeito da trilha sonora da sua próxima produção de vídeo! Se o seu produto é ligado ao segmento de entretenimento, vale a pena ter uma atenção especial sobre esse tópico.

Conhecimento

Já a segunda maior motivação para o consumo de produção de vídeo é a busca por conhecimento, correspondendo a 29,8% da amostragem, o que aponta o desejo dos espectadores em estarem informados.

A busca desse grupo está ligada à atualização (17%), ao aprofundamento (8%), à reflexão (3%) e à criação de autonomia (2%). Entre as fontes mais utilizadas para suprir esta motivação estão o Youtube (18%), a TV Globo (17%), o Facebook (8%), a Band (7%) e a Record (5%).

Outro ponto a ser ressaltado é a estatística de que nove a cada dez pessoas, usam o Youtube para estudar. E tal conhecimento é, principalmente, com finalidade prática, pois 93% dos respondentes aprendem a fazer consertos domésticos simples, 87% desenvolvem competências para a carreira e 73% aprendem dicas voltadas à saúde, como fitness e esportes.

Aqui vale a pena questionar sobre a utilidade do seu produto, ou como o ramo do seu negócio pode agregar conhecimento prático para o público. Com o consumo cada vez maior de vídeo e a busca por conteúdos úteis, unir as duas tendências pode gerar um forte engajamento.

Conexão

O terceiro grupo, com índice de 22,3%, é o de vídeos que proporcionam conexão, em que há sensação de estar em grupo. Esta vontade é saciada a partir de vídeos de interação (9%), vídeos ao vivo (5%), busca por assuntos (5%) e pertencimento (2%).

Os canais mais utilizados são a TV Globo (25%), o Youtube (8%), o SBT (7%), a Record (6%) e o Sport TV (5%).

Não é de hoje que as reações do Facebook se mostram mais importantes que as próprias curtidas. Afinal, é necessário um esforço maior para expressar um sentimento através da funcionalidade, o que significa que realmente prendeu a atenção.

No contexto da produção de vídeo, principalmente as lives, essa interação é simultânea à exibição e é uma forma de saber o quanto o conteúdo que está sendo veiculado consegue prender a atenção e, ainda, categorizar este impacto pelos tipos de reações expressadas.

Este tipo de motivação pode ser explorado por marcas em diferentes contextos e são importantes para dar voz ao público, para que se sintam ouvidos pela marca e possam ser reconhecidos por sua opinião.

Identidade

Por fim, vídeos que demonstram o querer das pessoas em se encontrar. O grupo de identidade soma 9,2% da amostragem.
Esse grupo quer se identificar (4%), se inspirar (4%) e, também, se descobrir (2%).

Para tanto, consomem produção de vídeo do Youtube (17%), da TV Globo (11%), do Facebook (9%), do Instagram (7%) e da Record (5%).

Os nichos, mercado de cauda longa, é certeiro para este tipo de motivação. Aqui a produção de vídeo deve trabalhar de maneira assertiva, abordando temas e assuntos de interesse direto do público. Para tanto, é preciso conhecer a fundo a persona da marca para gerar real empatia e relacionamento com quem assiste.

O grande benefício deste tipo de produção é a fidelidade de grupos bem definidos, pois gostam, valorizam, se engajam e se tornam brand lovers de marcas que demonstram se importar com eles.

Produção de vídeo

Chegando até aqui, após tantas informações, com certeza insights para a estratégia da sua empresa não faltam. Afinal, ficou claro que o consumo é crescente e, por consequência, a produção de vídeo precisa ter um espaço de destaque dentro das suas ações de marketing.

Só para lembrar o tamanho deste mercado, é estimado que, neste ano, de todo o tráfego de dados da internet (lê-se o mundo inteiro), 80% será de vídeo. Mas esse dado é de uma pesquisa diferente: o relatório da Cisco.

Assim, nem dá mais para chamar o crescimento de vídeo de tendência, mas sim de realidade de mercado. E há tanta audiência para suprir que é inevitável ter de se dedicar a pensar sobre a produção de vídeo, não é mesmo?

Além do mais, como visto nas estatísticas apresentadas, a migração das pessoas do offline para o consumo web também indicam a demanda por conteúdos personalizados, já que não há mais tempo a ser perdido e as pessoas querem consumir o que tem valor para as suas necessidades, de acordo com o momento que estão vivendo.

Como vimos no tópico de motivações, existem inúmeros quereres por trás da busca por vídeos. Assim, é preciso entender e identificar quais são as motivações do seu público e, a partir daí, focar esforços na produção de vídeos cada vez mais assertivos.

O trabalho de entendimento sobre o público e desenhar a estratégia bem alinhada a ele, sem dúvida, é ponto determinante no sucesso e aumento de conversão da produção de vídeos!

Hoje os clientes querem e, mais do que isso, sabem se estão sendo levados a sério e em consideração, ou se a marca apresenta interesse superficial e, na realidade, ainda mantém a mentalidade de priorizar números.

Vídeos contam histórias que geram impacto e se somam às histórias das outras pessoas. Marcas que não entenderem esse conceito básico e não criarem diálogo, afeto e relacionamento através do storytelling de seus produtos, tendem a perder dinheiro, relevância, mercado.

Os dados apontados pela Video Viewers tornam clara a necessidade de significado na produção de vídeo e cabe à cada marca entender o que pode agregar e representar para o seu público.

Para aprofundar a conversa sobre o tema, preparamos também um glossário do vídeo para quem quer conhecer mais sobre esse universo. Vale a leitura!

 

No Comments

Post a Comment